A matemática da impossibilidade


Excerto do livro “Defenda sua fé”, publicado pela Editora Vida Nova, sob ISBN 9788527504973.
• • •
Para maior proveito, recomendamos também a leitura do artigo: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”.

A questão da complexidade [quanto à origem da vida] torna-se ainda mais problemática para os naturalistas quando têm de enfrentar a questão da base molecular da origem da vida. Essa questão recebe realce ainda maior no campo da matemática aplicada.

David Foster estudou a probabilidade de um processo aleatório produzir o DNA de uma das células simples mais primitivas. Ele escreveu: “O DNA do bacteriófago t4 tem uma improbabilidade de 10 elevado à 78000ª potência. Em um Universo com idade de apenas 10 elevado à 18ª potência de segundos, é óbvio que a vida não poderia ter evoluído por acaso[1].

Mas e se o Universo for mais velho do que afirma David Foster? O consenso dos naturalistas hoje defende que o Universo tem 13,7 bilhões de anos. Isso é menos que 10 elevado à 42ª potência de segundos e, de acordo com a matemática do Big Bang, ainda não houve tempo suficiente para explicar as complexidades do DNA e da origem da vida.

Frederick Hoyle foi o matemático que cunhou a expressão “Big Bang”. Quando tentou apurar como algo tão complexo quanto uma célula viva poderia surgir por meio de processos aleatórios, fez os cálculos e chegou à chance de 10 elevado à 40000ª potência [2]. Para colocar esse número em perspectiva, você deve saber que o número total de átomos no Universo observável é de “apenas” 10 elevado à 80ª potência. A propósito, Hoyle era um naturalista, certamente não inclinado para o naturalismo plus, e em sua época a compreensão científica de uma célula viva era extremamente primitiva e simplista — se estivesse fazendo essa estimativa hoje, a probabilidade seria muito menor.

No frigir dos ovos, tudo isso resulta no seguinte: a probabilidade de a vida emergir de matéria inanimada por meio de um processo aleatório é tão ridiculamente pequena que poderíamos até dizer que é praticamente impossível. Aliás, com números como uma chance em 10 elevado à 40000ª potência, o campo da matemática aplicada pode fornecer a evidência externa mais convincente para a existência de Deus.

Notas:

  1. The philosophical scientists, Nova York: Barnes & Noble Books, 1993, p. 83. 
  2. The natural limits to biological change, 2. ed. , Lane P. Lester & Raymond G. Bohlin, Probe Books, 1999, p. 84-5. 

Escrito por Joe Coffey.
Excerto do livro Defenda sua fé, obtido entre as páginas 29 e 30.
Obra publicada pela Editora Vida Nova, sob ISBN 9788527504973.

Compreenda a força das menções deste artigo, examinando a complexidade do DNA:

Leia também:

Leia também as transcrições:

Deixe um Comentário!

avatar
640
wpDiscuz