Céu e sexualidade


O nosso mal é julgar as opiniões humanas pelo prazer ou pela dor que nos causam.”,
Anatole François (1844 – 1924): escritor francês.

A letra e o espírito das Escrituras, e de todo o Cristianismo, nos proíbem supor que essa vida na Nova Criação será uma vida sexual; e isto reduz nossa imaginação à triste alternativa de corpos que dificilmente serão reconhecíveis como corpos humanos ou então um jejum perpétuo. Com relação à abstinência, penso que nossa perspectiva atual seja a de um menino que, ao lhe contarem que o ato sexual representa o mais elevado prazer físico, perguntasse imediatamente se você poderia comer chocolate ao mesmo tempo. Ao receber resposta negativa, ele talvez viesse a considerar a ausência de chocolate como a principal característica da sexualidade. Seria inútil dizer-lhe que os amantes em seus arrebatamentos carnais não se preocupam com chocolate, pois têm algo melhor em que pensar. O menino conhece o chocolate, mas não o algo positivo que o exclui.

Nós nos encontramos na mesma posição. Conhecemos a vida sexual; não conhecemos, exceto por vislumbres, a outra coisa que, no céu, não deixará lugar para ela. Assim sendo, onde a plenitude nos aguarda, antecipamos o jejum. Ao negar que essa vida sexual, como agora a entendemos, faça parte da bem-aventurança final, não é naturalmente necessário supor que a distinção entre os sexos vá desaparecer. O que não for mais necessário para os propósitos biológicos pode vir a sobreviver pelo esplendor. A sexualidade é tanto o instrumento da virgindade como da virtude conjugal; nem homens nem mulheres terão de descartar as armas que empregaram vitoriosamente. São os derrotados e os fugitivos que jogam fora as suas espadas. Os conquistadores embainham as suas e as retêm. “Transexual” seria um termo melhor do que “assexuado” para a vida celestial.

Extraído da obra: “Milagres, escrita por: CS. Lewis (1898 – 1963).
Publicado pela Editora Vida, sob ISBN: 857367958.

Homens desejam ver corpos nus, e mulheres estão interessadas em tirar a roupa”, assim inicia homília de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior. Agora assista ao vídeo anexo, e faça a inevitável fusão com o artigo desta postagem:

Leia também:

avatar
640

Certamente você sabe que estamos no período quaresmal, mas você é capaz de responder aos questionamentos:

 

Atente aos links acima.