Foi morar em Nazaré


A dúvida sobre a existência de Abraão é nossa, mas não dos antigos.”, André Leonardo Chevitarese: historiador e professor da UFRJ que, demonstra claras aversões ao cristianismo.

A imigração foi um fator importante na construção e evolução da sociedade humana. Muitos povos, ao longo da história, fizeram caminhos migratórios em busca de melhores condições e de adaptação. A princípio, a busca de novas terras e mais recursos naturais eram a motivação para os processos de migração. Aos poucos, com a definição de territórios, esse processo foi diminuindo, apenas alguns grupos mantiveram suas características como nômades. Com o avanço das culturas a migração também mudou.

As experiências humanas ganham sentido à medida que se deixam iluminar pela Palavra de Deus. Foi por isso que Abraão deixou sua terra e foi para onde o Senhor indicou. Também foi por isso que o povo saiu do Egito e caminhou pelo deserto até a terra prometida. Mais que imigrantes, o povo de Deus é um povo peregrino, que caminha para a terra prometida. Mas aquilo que acontece hoje é mais que apenas um movimento migratório. Como isso nos afeta enquanto cristão?

Este artigo é um excerto do folheto litúrgico “Povo de Deus”, de 29 de dezembro de 2019. Para acessá-lo integralmente clique aqui.

Todos os dias milhares de pessoas se colocam a caminho, deixando seu país, sua cultura, suas seguranças e sua história de vida. Caminham para outros lugares, uns vão em busca de segurança, de trabalho e de uma vida digna. Enquanto outros, fogem da guerra, da perseguição, da violência e da morte, mas todos querem viver. A imigração tornou-se a única possibilidade de sobrevivência, e por isso as pessoas arriscam tudo, até mesmo perder a própria vida na tentativa de chegar numa nova “terra prometida”.

A Sagrada Família viveu essa dura realidade da imigração, foram realmente peregrinos. José e Maria foram obrigados a deixar sua casa, a família e suas seguranças para proteger a vida do recém-nascido. Viveram em terra estrangeira, e como estrangeiros foram acolhidos. Em todo esse caminho se deixaram iluminar e orientar pela Palavra de Deus, e quem os acolheu, recebeu a Cristo. Assim também hoje, aquele que foge de sua terra e parte em busca da vida também é Cristo. Cabe a nós, pelo testemunho cristão acolher esses peregrinos, pois somos todos peregrinos até chegarmos à Pátria definitiva, e aqui também é “Nazaré”.

Escrito por Dom Devair Araújo da Fonseca (Bispo Auxiliar de São Paulo).
Excerto do folheto litúrgico: “Povo de Deus, de 6 de agosto de 2017.

Nota do editor da Culturateca:

A economia sofre constantes mudanças, o vestuário experimenta alterações frequentes, tecnologias avançam, nações desaparecem e,  talvez, por estes e outros motivos muitas vezes desprezamos que os grandes dilemas e problemas da humanidade pouco ou nada mudam. Apenas para exemplificar: nesta década que hoje, 31 de dezembro de 2019, será encerrada, quantas vezes foram noticiadas decapitações cuja única motivação era a fidelidade da vítima ao cristianismo? Quantas imigrações foram provocadas pelo ISIS? A ONG Planned Parenthood extirpou e extirpa vidas, será que o âmago deste problema não existe desde “séculos e séculos” passados? György Lukács (1885-1971), em 1919 lançou um programa de educação sexual radical nas escolas, e hoje muitos consideram o Kit Gay algo progressista! Portanto, gerar reflexões que transcendam ao nosso tempo é o real motivo desta postagem.


Em adendo, assista ao vídeo no qual o Dr. Rodrigo Silva conta um pouco da história de Jerusalém:

Atente ao trecho iniciado aos 11 minutos e 30 segundos.

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