Jesus Cristo: o infinito no finito


“O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser ‘mais ou menos’ importante.”,
C. S. Lewis (1898 – 1963).

António Socci — Na sua opinião, um homem de 2003 precisa de Cristo?

É fácil perceber que as coisas proporcionadas por um mundo meramente material – ou mesmo intelectual – não atendem à necessidade mais profunda, mais radical, que existe em todo o homem: porque – como dizem os Padres da Igreja – o homem anseia pelo infinito. Parece-me que precisamente o nosso tempo, com as suas contradições, os seus desesperos, o seu massivo empenho em refugiar-se em becos sem saída como a droga, manifesta visivelmente essa sede do infinito, e apenas um amor infinito que, apesar de tudo, penetrasse na finitude, convertendo-se diretamente num homem como eu [ou seja, Cristo], poderia ser a resposta.

É certamente um paradoxo que Deus, o Imenso, tenha entrado no mundo finito como uma pessoa humana. Mas, é precisamente a resposta de que necessitamos: uma resposta infinita que, mesmo assim, se torna aceitável e acessível para mim, “acabando” numa pessoa humana que, no entanto, é o Infinito.

Diário ABCSe contemplarmos à distância a vida do ser humano, que é? Será que o transcurso da vida de todos nós está traçado há muito tempo?

Em primeiro lugar, a vida é uma realidade biológica. No ser humano, é preciso acrescentar um novo nível: o do espírito que vive e vivifica. O espírito funde-se com a existência biológica, conferindo à vida outra dimensão. Além disso, a fé cristã está convencida da existência de outro nível ainda, concretamente o do encontro com Cristo. Podemos, pressenti-lo já no processo do amor humano: sempre que sou amado, penetro espiritualmente, através do outro, num novo nível. Algo semelhante acontece quando, através de Cristo, o próprio Deus se volta para mim, convertendo a minha vida numa convivência com a vida primigênia criadora.

Em vídeos, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior explica: a maioria de nossas ações em momentos presentes, visam objetivos futuros, por exemplo, alguém que atualmente faz cursinho, objetiva entrar em uma faculdade, quando alcançar uma universidade, o sentido será possivelmente direcionado em obter, posteriormente, um bom emprego. Portanto, se o objetivo desta vida está nela mesma, a realidade é que no todo, nada tem nexo algum.

Quer dizer que a vida tem múltiplas etapas…

E alcança-se a mais alta quando se converte em convivência com Deus. É precisamente aqui que radica a audácia da aventura humana. A pessoa pode e deve ser a síntese de todas essas etapas da criação. Pode e deve chegar até o Deus vivo e devolver-lhe o que recebeu dEle. […]

É importante que a vida percorra essas distintas etapas. Nas superiores, alcança-se inalmente a eternidade através da morte, pois a morte é o destino necessário de toda a vida meramente orgânica.

Trechos de entrevistas concedidas pelo Papa Emérito Bento XVI,
quando Joseph Aloisius Ratzinger era cardeal.

Para obter uma séria de textos escolhidos pelo Papa Bento XVI,
extraídos de suas entrevistas, homilias e conferências, clique aqui (formato PDF).
Ou, se preferir, obtenha pelo site do fornecedor, Canção Nova, clicando aqui.

Assista entrevista concedida pelo arqueólogo Rodrigo Silva ao Programa do Jô, e conheça algumas das muitas razões para crer em Nosso Senhor Jesus Cristo:

 Observe que configuramos para que este vídeo seja iniciado aos 27 minutos e 19 segundos.

Leia também os artigos:

Leia também as transcrições: