Lição comumente recusada


Se existe uma lição de economia que você precisa saber é esta:

Tudo o que o estado tem, saiu do seu bolso. Tudo o que estado gasta, é você quem paga.

Agora pense: se você quiser comprar algo, qual seria o melhor arranjo: você usar o seu dinheiro e comprar para si mesmo, ou dar o seu dinheiro para um burocrata do estado comprar para você?

Quando você quer “transporte grátis”, o que você realmente está querendo (sem saber) é dar o seu dinheiro para um burocrata do estado, que então irá repassá-lo para uma empresa escolhida por políticos, a qual irá prover o serviço de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não por você, consumidor.

Você realmente acha que isso vai dar certo?

Não faz sentido dizer que aquilo que é caro para ser comprado diretamente ficará mais barato se você repassar seu dinheiro para burocratas e políticos, os quais irão intermediar o serviço para você.

Aliás, na prática, o arranjo é ainda pior, pois você paga ao estado na forma de impostos, os quais, no fim, formam uma espécie de saco sem fundo do qual o governo se utiliza para sacar todo o dinheiro coletado e “alocá-lo” de acordo com as demandas populares. Isso significa que você não paga exatamente pelo que quer e, por consequência, o governo não gasta exatamente naquilo que você está demandando.

Os dois lados estão cegos. Um não sabe pelo quê está pagando; o outro não tem como saber onde e quanto gastar. Não existe pior forma de se fornecer um serviço.

Resultado? Serviços péssimos e que custam muito caro (embora você ache que sai de graça).

Essa lição é igualmente válida para a educação, para a saúde — é por isso que se diz que o SUS é o serviço de saúde gratuito mais caro do mundo —, e para qualquer serviço ofertado pelo estado, mesmo que por meio de empresas terceirizadas.

Da próxima vez que quiser qualquer coisa do estado, lembre desta lição: o estado custa caro e é ineficiente por definição.  E continuaria sendo assim mesmo que fosse gerido por anjos e santos.

Escrito por Fernando Ulrich.
Publicado originalmente por Instituto Ludwig von Mises Brasil, em 11 de janeiro de 2016.

Separador Sobre o autor:

Mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado “Moeda na era digital“. Também é autor do livro “Bitcoin – a moeda na era digital“.

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Assista ao trecho do programa Mídia Sem Máscara na TV, no qual o economista José Monir Nasser faz comentários que selam o conceito articulado por Fernando Ulrich.

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