Não tenho fé suficiente para ser ateu


“De tempos em tempos, os homens tropeçam na verdade, mas a maioria deles se levanta e segue adiante como se nada tivesse acontecido.”,
Winston Churchill (1874 – 1965).

Afirmar que o cristianismo persiste por dois mil anos, alicerçado exclusivamente na coluna da fé, é na melhor das hipóteses ignorância; na pior, desonestidade intelectual. E infelizmente, desconhecimento e improbidade estão em voga na desconstrução do cristianismo, por exemplo: toda pessoa minimamente informada, sabe que existe uma gigantesca probabilidade do universo ter surgido de um evento denominado Big Bang, mas poucas apreendem que antes deste evento não havia matéria, espaço e tempo, ou que tal teoria foi proposta por um padre jesuíta, doutor em astrofísica e amigo de Albert Einstein (1879 – 1955), Pe. Georges Lemaître (1894 – 1966).

Sendo altamente aceitável que a natureza (matéria, espaço e tempo) surgiram do nada [1], similarmente ao que está narrado em Gênesis, não é razoável considerar a hipótese de que o Big Bang possa ter sido gerado por algo incorpóreo, atemporal e não causado, portanto, que transcenda a natureza? No livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, os autores Norman Geisler e Frank Turek demonstram que além da cosmologia, diversos outros abundantes fatores apontam claramente para a existência do Deus Cristão. Como acima foi sumarizado o conceito cosmológico, leia abaixo alguns parágrafos do capítulo que destrói o darwinismo:

Johnny, com 16 anos de idade, desceu de seu quarto e correu para a cozinha atrás de uma tigela de seu cereal favorito: Alpha Bits, aqueles flocos de cereal com o formato de letras do alfabeto. Quando chegou à mesa, foi surpreendido por ver que a caixa do cereal estava aberta, o conteúdo fora derramado e as letras formavam a mensagem LEVE O LIXO PARA FORA — MAMÃE em sua tigela.

Lembrando-se de uma recente aula de biologia do ensino médio, Johnny não atribuiu a mensagem à sua mãe. Além do mais, ele aprendeu que a vida em si é meramente um produto do acaso, das leis naturais. Se era esse o caso, pensou Johnny, por que não seria possível que uma simples mensagem como “Leve o lixo para fora — Mamãe” não fosse o produto do acaso e das leis naturais? Talvez o gato tivesse derrubado a caixa ou um terremoto tivesse chacoalhado a casa. Não fazia sentido chegar a qualquer conclusão. Johnny não queria levar o lixo para fora de jeito nenhum. Ele não tinha tempo para as tarefas da casa. Estava em suas férias de verão e queria ir para a praia. Mary estaria lá.

Uma vez que Mary era a garota de quem Scott também gostava, Johnny queria chegar à praia mais cedo para surpreender Scott. Mas quando Johnny chegou, viu Mary e Scott caminhando de mãos dadas pela praia. Enquanto os seguia a distância, olhou para baixo e viu um coração desenhado na areia com as palavras “Mary ama Scott” rabiscadas no meio. Por um momento, Johnny sentiu seu coração afundar. Mas as lembranças de sua aula de biologia o resgataram do desespero profundo.

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É desonestidade ou cegueira proposital sugerir que mensagens como “Leve o lixo para fora — Mamãe” e “Mary ama Scott” são obras de leis naturais. Contudo, essas conclusões são perfeitamente compatíveis com os princípios ensinados na maioria das aulas de biologia do nível médio e das universidades hoje em dia. É nesses lugares que os biólogos naturalistas afirmam dogmaticamente que mensagens muito mais complicadas são produtos de leis naturais. Eles fazem essa afirmação na tentativa de explicar a origem da vida.

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Desde a década de 1950, o avanço da tecnologia tem capacitado os cientistas a descobrirem um pequeno mundo de impressionante projeto e espantosa complexidade. Ao mesmo tempo que os nossos telescópios estão vendo muito mais longe no espaço, nossos microscópios estão olhando cada vez mais fundo nos componentes da vida. Enquanto as nossas observações espaciais estão se rendendo ao princípio antrópico da física, nossas observações da vida estão cedendo ao impressionante princípio antrópico da biologia.

Para demonstrar o que queremos dizer, vamos considerar a assim chamada vida “simples” — um animal unicelular conhecido como ameba. Os naturalistas evolucionistas afirmam que essa ameba unicelular (ou alguma coisa semelhante a ela) se formou por meio de geração espontânea (sem intervenção inteligente) num pequeno lago aquecido em algum lugar da Terra, quando ela ainda estava em seus primórdios. De acordo com a teoria, toda a vida biológica evoluiu baseando-se nessa ameba inicial, sem nenhum tipo de orientação inteligente. Naturalmente, esta é a teoria da macroevolução: do infantil para o réptil e do réptil para o gentio; ou do angu até tu, passando pelo zoológico.

Aqueles que acreditam nessa teoria da origem da vida são chamados de muitos nomes: naturalistas, evolucionistas, materialistas, humanistas, ateus ou darwinistas. Independentemente da maneira pela qual chamamos aqueles que acreditam nessa teoria, o ponto principal para nós é este: “Sua teoria é verdadeira?”. Parece-nos que não.

Esqueça as afirmações darwinistas de que os homens descendem dos macacos ou que os pássaros evoluíram dos répteis. O problema principal para os darwinistas não é explicar de que maneira todas as formas de vida estão relacionadas (embora, isso ainda é um grande problema). O problema principal para os darwinistas é explicar a origem da primeira vida. Para que a macroevolução naturalista seja verdade, a primeira vida precisa ter sido gerada espontaneamente com base em elementos químicos inanimados. Infelizmente, para os darwinistas, a primeira vida — na verdade, qualquer forma de vida — não é de forma alguma “simples”. Isso ficou muitíssimo claro em 1953, quando James Watson e Francis Crick descobriram o DNA, a química que codifica instruções para a construção e a replicação de todas as coisas vivas.

DNA

Figura 1

O DNA tem uma estrutura em forma de hélice que se parece com uma escada torcida. Os lados da escada são formados por desoxirribose e fosfato, e os degraus da escada consistem em ordens específicas de quatro bases de nitrogênio. Essas bases de nitrogênio recebem o nome de adenina, timina, citosina e guanina, comumente representadas respectivamente pelas letras A, T, C e G [figura 1]. Essas letras compõem o que é conhecido como o alfabeto genético de quatro letras. Esse alfabeto é idêntico ao alfabeto ocidental em termos de sua habilidade de comunicar uma mensagem, exceto pelo fato de que o alfabeto genético tem apenas quatro letras, em vez das 26 que conhecemos no alfabeto ocidental. Assim como uma ordem específica das letras numa frase transmite uma mensagem singular, a ordem específica de A, T, C e G dentro de uma célula viva determina uma composição genética singular daquela entidade viva. Outro nome para essa mensagem ou informação, quer esteja numa frase quer no DNA, é “complexidade específica”. Em outras palavras, ela não é apenas complexa, mas também contém uma mensagem específica.

A incrível complexidade específica da vida torna-se óbvia quando alguém considera a mensagem encontrada no DNA de uma pequena ameba unicelular (uma criatura tão pequena que centenas delas poderiam ser colocadas uma ao lado da outra num espaço de 1 centímetro). Richard Dawkins, cientista darwinista convicto e professor de zoologia na Universidade de Oxford, admite que a mensagem encontrada apenas no núcleo de uma pequena ameba é maior do que os 30 volumes combinados da Enciclopédia Britânica, e a ameba inteira tem tanta informação em seu DNA quanto mil conjuntos completos da mesma enciclopédia! Em outras palavras, se você fosse ler todos os A, T, C e G na “injustamente chamada ameba ‘primitiva” (como Darwin a descreve), as letras encheriam mil conjuntos completos de uma enciclopédia!

Precisamos enfatizar que essas mil enciclopédias não consistem em letras aleatórias, mas em letras numa ordem muito específica — tal como as enciclopédias reais. Portanto, aqui está a principal pergunta para os darwinistas como Dawkins: mensagens simples como “Leve o lixo para fora — Mamãe”, “Mary ama Scott” e “Beba Coca-Cola” exigem um ser inteligente, então por que a mensagem dessas mil enciclopédias não exigiria um também?

Obviamente, a obra de Geisler e Turek não tem a presunção de permutar fé por ciências, mas os autores selam o conceito proferido por Albert Einstein: “A ciência sem a religião é aleijada; a religião sem a ciência é cega”.

E, como o crivo científico é limitado [2], capítulos que visam provar a divindade de Jesus Cristo, como o nono (“Possuímos testemunho antigo sobre Jesus?”), utilizam critérios investigativos frequentemente utilizados por historiadores.

Enfim, qualquer virtuoso ateísta que leia este livro precisará ter mais fé que a maioria dos cristãos para manter-se em sua cosmovisão, do contrário, ao ser questionado sobre a existência de Deus, responderá como Henry Miller: o problema não é se eu acredito em Deus, mas se Deus acredita em mim.

Notas:

  1. Até mesmo renomados ateus, como o astrofísico Lawrence Krauss, assumem que o universo surgiu do nadaRetornar
  2. Além do exemplo incorporado no parágrafo que referencia esta nota, outros limiares são intransponíveis para as ciências. Algumas conjunturas clássicas são: a matemática e a lógica são pressupostas pelas ciências, portanto, não são passíveis de provas; a estética não é avaliável cientificamente (a beleza de um quadro não pode ser provada pelas ciências, – formosas combinações entre cores e formas apenas geram protótipos ou plágios); a ética foge do domínio científico (é impossível comprovar cientificamente que os nazistas estavam errados); por fim, a própria crença de que o método cientifico descobre a verdade não pode ser comprovada cientificamente. Retornar

Escrito por Eric M. Rabello.Separador

Conheça mais sobre o argumento cosmológico, assistindo ao vídeo anexo:

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