O colecionador de minutos


A função da poesia é elevar o espírito humano.”,
Ângelo Monteiro (Poeta e filósofo brasileiro).

Basta ouvir Salomão Schvartzman uma única vez para jamais esquecer sua voz aveludada; basta ler algum escrito de Paulo Bomfim, o Príncipe dos Poetas Brasileiros, para que suas palavras sejam convertidas em comoções.

Na segunda-feira de 15 de maio de 2006, o âncora do Diário da Manhã desistiu de entrevistar seu amigo Paulo Bomfim, na ocasião, anunciou a nova edição do livro “O Colecionador de Minutos” recitando em conjunto com o autor alguns dos diversos pensamentos da obra. O resultado está audível e transcrito abaixo:

 

Paulo Bomfim:
Olhou bem no fundo de seus olhos; viu o destino escrito entre pupilas e espelhos”.

Salomão Schvartzman:
Quis colocar num poema as águas do mar; de repente, sentiu os olhos salgados”.

Paulo Bomfim:
Abro a janela e colho, com ternura, o minuto que passa”.

Salomão Schvartzman:
Há os que ouvem sinfonias pastorais, há os que ouvem a música dos rios fugitivos. Eu ouço unicamente o coração de minha amada”.

Paulo Bomfim:
O dia com sua cabeleira de nuvens tomou de um raio de sol; e, regeu a orquestra de pássaros”.

Paulo Lébeis Bomfim é membro da Academia Paulista de Letras (conhecido como “O Príncipe dos Poetas Brasileiros”).

Salomão Schvartzman:
O ritmo é a respiração de nosso pensamento”.

Paulo Bomfim:
Saiu à janela e beijou a manhã, menina de cabelos de sol; saiu à janela e beijou à tarde, a mulher de rosto sereno; fechou a janela e amou a noite”.

Salomão Schvartzman:
Carregou a caneta com a tinta do céu, e escreveu no ar um bilhete ao futuro”.

Paulo Bomfim:
Sobre a janela aberta, desenhou o contorno do dia; depois adormeceu com a alma transformada em paisagem”.

Salomão Schvartzman:
O Pescador mergulhou na noite e trouxe duas estrelas para brincos de sua amada”.

Paulo Bomfim:
À meia noite, os ponteiros se amam”.

Salomão Schvartzman:
Há os que bebem álcool, os que se viciam em contemplar o tempo. Eu bebo a noite em copos de lua”.

Paulo Bomfim:
O acrobata inventou uma linha de aço ligando duas montanhas, e sobre elas deixou que os sonhos caminhassem”.

Salomão Schvartzman (jornalista e sociólogo brasileiro).

Salomão Schvartzman:
Sinto saudades de tudo aquilo que não verei”.

Paulo Bomfim:
Colocou na lapela a flor da manhã, e não percebeu que a vida ia anoitecendo”.

Salomão Schvartzman:
Sento-me a beira da tarde, e vejo crescer a noite que plantei”.

Paulo Bomfim:
Abriu o caderno de apontamentos e anotou o sorriso de uma mulher”.

Salomão Schvartzman:
Olho para meus pais, para minha mulher, para meus filhos, e sinto o chão debaixo dos meus pés. A vida passa e nós estamos em torno de uma mesa, almoçando esperanças, jantando emoções e ceando fatias da noite”.

Paulo Bomfim:
O homem de tanto baixar a cabeça, não percebe que sua gravata colorida vai se transformando em canga“.

Salomão Schvartzman:
Esta manhã, descobri que meu espelho estava com mais um fio de cabelo branco”.

Paulo Bomfim:
Se pudesse, naufragaria em teus olhos, mergulhado em ti recriaria o mundo”.

O Colecionador de Minutos

O Colecionador de Minutos”, publicado pela Editora Gente sob ISBN número: 8573124962.

Salomão Schvartzman:
Meu pobre dicionário de emoções gastas e de frases sem sentido! A palavra rosa perdeu seu perfume e o amor é apenas um substantivo secando no armazém dos lugares-comuns”.

Paulo Bomfim:
Arrumo sobre a mesa de trabalho a lembrança dos dias que não voltam”.

Salomão Schvartzman:
Gosto de despentear os cabelos da noite, para depois uni-los em tranças úmidas de orvalho com fivelas de pirilampos”.

Paulo Bomfim:
A moça cruzou a tarde, levando em seu corpo milhões de células que nascem, vivem e morrem ignorando sua beleza”.

Salomão Schvartzman:
Do Alto de meus rochedos namoro seus horizontes”.

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Em analogia, ouça “L’ame Des Poetes” (a alma dos poetas), por Charles Trenet.

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