O Santo Sudário de Turim


Este artigo foi originalmente publicado pela Revista Catolicismo em abril de 1988. Trata-se de um precioso resumo, – repleto de diretrizes que permanecem extremamente úteis para fins de conhecimentos e/ou de pesquisas.

Em sua edição de abril de 1983, “Catolicismo” publicou um penetrante artigo sobre a Sagrada Face de Nosso Senhor estampada no Santo Sudário de Turim. A atualidade do tema é permanente, mas, de modo particular, convém que voltemos a ele, por ocasião da Semana Santa.

Nos últimos dez anos, houve um considerável número de livros e publicações no mundo inteiro, consagrados ao Santo Sudário, especialmente por motivo do segundo Congresso Sudarístico Internacional, realizado na cidade de Turim, em outubro de 1978. Na mesma ocasião, uma equipe de cientistas norte-americanos realizou acurada pesquisa sobre o sagrado lençol, tendo sido suas conclusões publicadas após três anos de trabalhos exaustivos.

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Apresentaremos a nossos leitores uma rápida visão histórica do acontecido com a insigne relíquia ao longo dos séculos, e em seguida um apanhado geral de algumas das pesquisas científicas já realizadas. Desde já queremos deixar claro que o tema, vastíssimo, não poderia ser tratado exaustivamente num artigo. Dezenas de obras já foram publicadas sobre o assunto, e tanto os historiadores quanto os cientistas estão longe de ter esgotado a matéria. Tentamos aqui num simples artigo expor as últimas e mais concludentes descobertas tanto no campo exegético quanto científico. Consultamos ampla bibliografia, citada ao longo do artigo e no final. Nosso objetivo principal é dar um modesto contributo àqueles que desejam meditar os sofrimentos divinos — para os quais o Santo Sudário tanto pode ajudar —, contemplação esta que, há cerca de dois mil anos, vem alimentando a devoção dos fiéis e continuará a fazê-lo até a consumação dos séculos.

Breve histórico

Santo Sudário

O Santo Sudário é um lençol de linho, com grandes dimensões (4,36 m. x 1,10 m.), cuja trama apresenta o desenho chamado “em espinha de peixe”, e no qual se notam, em tênue cor amarelo-palha, as marcas deixadas pelo Corpo do Crucificado. Duas linhas mais escuras entrecortadas por triângulos mais claros percebem-se de cada lado da figura, ao longo de todo o comprimento. São as marcas deixadas pelo incêndio de 1532, durante o qual o relicário de prata que continha o Sudário chegou a derreter-se em parte. As religiosas clarissas de Chambery colocaram alguns remendos, que foram reforçados pelo Bem-aventurado Sebastião Valfré em 1694. A água usada para apagar o incêndio deixou também sinais bem visíveis no Sudário.

Quando, em 1983, faleceu Umberto II, último rei da Itália (reinou até 1946), legou ele para a Igreja Católica o Santo Sudário do qual era proprietário. É natural que o leitor se pergunte o que aconteceu com o Sudário desde a morte de Nosso Senhor na Cruz e de Sua Ressurreição, até a relíquia chegar a Turim, onde está hoje em dia.

Nosso Senhor morrera por volta das três horas da tarde, e como era véspera de sábado, a partir do pôr do sol não se podia mais efetuar nenhum tipo de trabalho, nem mesmo enterrar um morto. Por isso não houve tempo para proceder a todos os ritos fúnebres de costume. O Corpo foi envolto num grande pano, chamado Síndone pelos Evangelistas (Mt. 27, 59; Mc. 15, 46; Lc. 23, 53), colocado num sepulcro, propriedade de José de Arimatéia, e fechado com uma grande pedra. Quando, no domingo pela manhã, as santas mulheres foram ao túmulo para ungir o Corpo do Senhor, encontraram o sepulcro aberto e vazio. Assim que São Pedro teve conhecimento do ocorrido, para lá dirigiu-se com São João. Este chegou primeiro e, ao inclinar-se, viu dentro do jazigo o Santo Sudário, exatamente no mesmo local em que estava quando recobria o Senhor, porém “desinflado”, jazendo no chão. O Corpo não estava mais lá. No lugar da cabeça, por debaixo do pano e formando um pequeno relevo, estava o lenço que havia sido amarrado em torno da cabeça de Jesus, conservando ainda o formato ovalado desta.

A disposição dos panos evidenciou para as duas testemunhas, São Pedro e São João, o seguinte: o Corpo não estava mais presente, mas não foram removido por ninguém, pois os panos estavam intactos, não tendo sido tocados; o Corpo, portanto, como que se evadira de dentro dos tecidos. Daí concluir o Evangelista: “Ele viu e creu” (Jo. 20, 3-8), Nosso Senhor realmente tinha ressuscitado (cfr. estudo do Pe. Lavergne OP publicado em “Sindon” nro. 5-6, ano III, 1961, Torino) [1].

É bem evidente que os primeiros cristãos recolheram e guardaram com toda a veneração as Sagradas Relíquias da Paixão do Senhor. Vamos depois encontrá-las em Constantinopla, onde, na igreja de Nossa Senhora de Blaquerna, o Santo Sudário, durante muitos séculos, foi venerado. Não se sabe exatamente em que época ele foi levado para lá, mas há, ao longo da História, vários dados indicativos da presença do Sudário. Os imperadores bizantinos cunharam moedas com a efígie de Nosso Senhor, e nessas efígies encontram-se as mesmas características que se notam na Santa Face estampada no Sudário de Turim. A mais antiga dessas moedas foi cunhada pelo Imperador Justiniano II (685 – 695).

Os especialistas, particularmente P. Vignon e A. Wenschel, enumeraram umas vinte marcas ou traços característicos existentes na Santa Face do Sudário, que podem ser encontrados também em inúmeros retratos de Nosso Senhor na arte bizantina, desde o século V.

Este é o modo pelo qual Nosso Senhor foi envolto no Santo Sudário, segundo pintura de Giovanni Battista della Rovere (fim do século XVI e início do século XVII).

Entre outras marcas descobertas por eles, contam-se: uma risca transversal na testa, uma forma de “V” muito visível no prolongamento do nariz entre as sobrancelhas, a sobrancelha direita erguida, as maçãs do rosto salientes, a repartição da barba, uma linha transversal na garganta e os olhos muito grandes. O Santo Sudário era, portanto, ao que tudo indica, bem conhecido e considerado como modelo seguro para os artistas, pois era a “mais bela imagem, a mais preciosa e sugestiva que se possa imaginar, (..) e que com certeza não foi feita por mão humana” (Pio XI, Osservatore Romano, 8-9-1936).

Após a quarta cruzada, em 1204, que terminou com a tomada de Constantinopla, o Santo Sudário desapareceu; como e por quem foi ele levado para a Europa, é uma pergunta que os historiadores não responderam por inteiro. Porém, uma comunicação feita pelo Pe. Rinaldi no Congresso Sudarístico de Bolonha, em 1982, parece ter dado um passo decisivo na pesquisa histórica.

O Pe. Rinaldi encontrou nos arquivos vaticanos uma carta do imperador bizantino Alexis V, dirigida ao Papa Inocêncio III, após a tomada de Constantinopla pelos cruzados. Nela, o imperador deposto narra o acontecido ao Papa e pede que ele intervenha junto a um dos chefes da cruzada, Othon de la Roche — que seria responsável pelo desaparecimento do Sudário —, para que o restituísse. Longe de o fazer, Othon teria enviado a preciosa relíquia para seu pai, residente em Besançon, na França. O fato é que o Sudário aparece mais  tarde, em 1357, em Lirey, naquele mesmo país, nas mãos de Joana de Vergy, viúva de Godofredo de Charny. Ela era bisneta de Othon de la Roche. Se bem que tais fatos ainda não estejam estabelecidos com todo o rigor científico, sua autenticidade é muito provável (“Historia”, revista especializada, nº 433, Paris, 1982, pp. 106-108).

A partir daí, a história do Santo Sudário é bem conhecida: venerado desde 1357 em Lirey, numa igreja construída para esse fim, foi ele depois doado por Margarida de Charny, neta de Joana de Vergy, para a casa dos Duques de Sabóia. Estes receberam a preciosa relíquia em 1453. Primeiramente venerada em Chambery, então parte do ducado de Sabóia e hoje território francês, o Sudário foi transportado para Turim em 1578, onde permanece até hoje.

O Sudário revela ser um negativo fotográfico

Negativo de Secondo Pia da imagem do Santo Sudário.

Por ocasião do casamento do Príncipe herdeiro do trono da Itália, o futuro rei Vítor Emanuel III, em 1898, o Santo Sudário foi pela primeira vez fotografado pelo advogado Secondo Pia. Este tirou duas chapas e foi revelá-las pessoalmente em seu laboratório. Qual não foi sua surpresa quando, ao revelar as fotos, apareceu nos negativos o majestoso semblante de Nosso Senhor! O que se via no Santo Sudário era, portanto, uma imagem negativa, que no negativo da fotografia se convertia em um retrato positivo. Retrato no qual se podem notar, reproduzidas com a maior perfeição e nos mínimos detalhes, as marcas dos sofrimentos infligidos a Nosso Senhor ao longo de sua Paixão: a terrível flagelação, a cruel coroação de espinhos, as marcas deixadas pelo carregamento da cruz ao longo da Via Dolorosa e pela Crucifixão, por meio de pregos nos pulsos e nos pés, o golpe de lança que lhe abriu o sagrado lado e o sangue e a água que dele manaram.

Mais ainda do que esses sinais, pungentes testemunhas das dores, a fotografia mostrou a majestosa serenidade da Sagrada Face: é o sublime retrato do Salvador como nenhum artista jamais conseguiu pintar tão expressivamente.

Tal descoberta foi o ponto de partida das pesquisas científicas e constituiu ademais para numerosos incrédulos uma prova evidente da autenticidade do Sudário. Que artista teria sido capaz de pintar em negativo uma imagem que, uma vez revelada, mostrava tal riqueza, tanto nos detalhes quanto na expressão?

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Muitos cientistas e médicos a partir de então puderam estudar com mais precisão as marcas deixadas pela Paixão do Senhor no Sudário. Entre todos, convém ressaltar os estudos feitos pelo Dr. Pierre Barbet (1884 – 1961), eminente cirurgião francês, que procedeu a inúmeras análises e experiências, e cujo trabalho tornou-se básico. Os dados que a seguir referimos foram estabelecidos por ele (ver também o mapa e o quadro relativos aos sofrimentos de Nosso Senhor), e confirmados depois por diversos outros estudos. Recomendamos a nossos leitores o livro (citado ao final, na bibliografia) desse grande católico, que, durante vinte anos estudou, à luz da anatomia, os sofrimentos terríveis de nosso Redentor.

A Paixão de Cristo”, obra de Pierre Barbet.

P. Barbet estabeleceu, entre outras coisas, que a anatomia do Homem do Sudário corresponde com toda a precisão à realidade da anatomia humana. Tanto do ponto de vista fisiológico quanto patológico, a representação das feridas está correta. O polegar não aparece na imagem, pois em virtude da Crucifixão o prego perfurando o pulso toca no nervo mediano e provoca a contração do polegar para o interior da palma da mão. Essas descobertas, e outras, foram comprovadas por Barbet com experiências realizadas em cadáveres.

Ele demonstrou também que Nosso Senhor morreu por asfixia, devido à posição peculiar do crucificado que, pendurado pelos braços, fica impedido de respirar. Para poder fazê-lo, o condenado era obrigado a apoiar-se sobre as feridas dos pés e das mãos, com sofrimentos inenarráveis; logo em seguida, o corpo recaia. Enquanto tivesse força para aguentar esse levanta-abaixa tremendo, o condenado vivia, depois sobrevinha a asfixia e a morte. Barbet demonstrou igualmente que a ferida da lança foi aberta após a morte de Nosso Senhor, conforme o relato dos Evangelhos (Jo. 29, 31-34). A lança penetrou entre a quinta e a sexta costelas e furou até a aurícula direita do coração, que estava repleta de sangue, único local que o continha logo após a morte. A água provinha da cavidade pleural e do pericárdio.

Uma característica assombrosa: a tridimensionalidade

Dentre todas as pesquisas científicas realizadas com base no Sudário, convém relatar aqui algumas das mais impressionantes. Em 1977, vários cientistas norte-americanos formaram um grupo de investigação, sob a de-nominação de Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim (STURP).

John Jacson e Eric Jumper manipulando fotografias do Santo Sudário.

Sua primeira grande descoberta foi feita por dois oficiais da Força Aérea dos Estados Unidos, John Jacson e Eric Jumper, ambos físicos. Baseando-se em fotografias do Sudário, descobriram eles que a claridade da figura está relacionada com a distância entre o corpo e o tecido. Ou seja, áreas como o nariz ou a testa, que tocaram no pano, aparecem mais escuras, enquanto outras como as partes laterais do rosto e a cavidade ocular aparecem mais claras. Essa relação de distância entre o corpo e o tecido podia ser descrita com precisão matemática. Ora, isso é simplesmente impossível de ser realizado em qualquer fotografia comum, pois nem as lentes nem os papéis fotográficos modernos têm sensibilidade suficiente para registrar as variações mínimas na luz emitida por algum objeto, de modo a poder ser avaliada a distância entre o filme e o dito objeto. Os cientistas apenas conseguem reconstituir uma imagem tridimensional, a partir de fotos de planetas longínquos, pois nesse caso a distancia enorme influencia, em proporção mensurável, a intensidade da luz recebida. Jackson e Jumper empregaram então um aparelho científico chamado VP-8, usado na análise de fotografias de planetas e estrelas. Colocaram nele uma simples fotografia do Sudário e qual não foi seu maravilhamento ao ver aparecer na tela, sem distorção, uma imagem tridimensional da Sagrada Face de Nosso Senhor. Com qualquer fotografia comum, a imagem fornecida pelo VP-8 aparece extremamente deformada.

Imagem obtida pelo aparelho da NASA denominado VP-8.

De imediato, tal descoberta mostrou que a figura estampada no Sudário o foi porque ela correspondia a um objeto tridimensional, e não em razão do contato direto com esse objeto, pois a claridade das áreas que não tocaram diretamente o pano varia em função da distância entre elas e o tecido. Assim, cada ponto desse “objeto tridimensional” deveria ter atuado como foco da radiação (luz e/ou calor) que causou a imagem (cfr. John Jackson e outros, “The Three dimensional image on Jesus’burial cloth”, na obra de Stevenson e Habernas, citada ao final, na bibliografia).

Evidentemente, trata-se aqui de mais uma prova da autenticidade do Sudário, pois se nem uma fotografia comum possui caracteres tridimensionais, muito menos os apresentariam uma pintura. A análise detalhada da imagem tridimensional mostrou também sinais de um lenço ou atadura que teria sido colocada em torno da cabeça; e sobre os olhos pequenos “botões” que seriam, na realidade, moedas depositadas sobre aqueles para mantê-los fechados, o que corresponderia ao modo pelo qual os judeus sepultavam seus mortos, há 2.000 anos atrás (John Jackson, op. cit.).

Conclusões da pesquisa

A equipe de 40 cientistas do STURP preparou durante um ano a série de testes e análises que realizariam em outubro de 1978, logo após o término da exposição da relíquia em Turim.

Durante cinco dias, 120 horas a fio, junto à preciosa relíquia, sem parar um instante, eles levantaram, com a ajuda de equipamentos altamente sofisticados, o material necessário para estudos mais aprofundados a serem realizados depois. A descrição dos testes realizados em Turim, e depois as 150 mil horas de trabalho ao longo de três anos, envolvendo disciplinas como ótica, matemática, física, química, biologia e medicina, exigiria mais do que  um livro. Exporemos a seguir, de modo apenas esquemático, as conclusões últimas dessa que foi a maior pesquisa científica até hoje realizada com o Santo Sudário.

— A imagem não é obra de nenhum artista ou falsificador;

— de cor amarelo-palha, a imagem é o resultado da “chamuscadura” superficial das fibrilas do tecido;

— a imagem apresenta caráter tridimensional, o que significa ter sido ela formada pelo Corpo que estava envolto no Sudário; que tal Corpo não pesava no tecido, portanto não estava sujeito à lei da gravidade; e que todo ele era foco da radiação, que marcou o tecido;

— foi encontrado sangue humano no tecido e restos de terra na planta dos pés, comprovando que o Homem do Sudário andou descalço pouco antes de ser crucificado;

— enfim, não foi observado absolutamente nada que pudesse contradizer em algo as narrativas dos Santos Evangelhos.

A imagem é a de um Homem que foi flagelado, coroado de espinhos, o qual carregou sua cruz, foi esbofeteado violentamente, caiu sobre os joelhos, cuja a Face tocou a terra; que foi crucificado, morreu na Cruz, teve o lado direito aberto por um golpe de lança, foi envolto no Sudário, o qual não apresenta nem sinais de decomposição do corpo, nem marcas de que este tenha sido removido.

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Os cientistas se propunham uma grande indagação: como se formou a imagem, qual foi esse misterioso processo, o que aconteceu? E depois de todas essas pesquisas, tiveram que reconhecer: não sabemos.

Mas o que a ciência não consegue esclarecer, a Fé o pode: Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou. “Ele ressuscitou como o dissera. Aleluia (…). O Senhor verdadeiramente ressuscitou. Aleluia!” (Antífone da oração Regina Caeli).

Escrito por Benoît Yves Michael Bemelmans.
Publicado originalmente pela Revista Catolicismo em abril de 1988.

Nota:

  1. Tal interpretação sobre a disposição dos panos no sepulcro baseia-se numa nova tradução da Vulgata,  apoiando-se nos textos gregos (especialmente o “Codex  Sinaiticus”), que .vem sendo feita a partir da década de 60. A nova tradução é fundamentada em particular nos estudos exegéticos do Pe. Ceslas Lavergne OP e do Pe.  Jat Robinson, exegeta inglês, além de muitos outros, e  tem confirmado inteiramente todas as pesquisas arqueológicas e científicas efetuadas sobre o Santo Sudário. É mesmo, hoje em dia, considerada a tradução mais satisfatória dessa difícil passagem. Remetemos o leitor ao estudo detalhado do Pe. Lavergne (op. cit.). 

Bibliografia:

  • Dr. John Heller, “O Sudário de Turim”, J. O. Editora, Rio de Janeiro, 2º edição, 1986. 
  • Stevenson e Habermas, “A verdade sobre o Sudário”, Edições Paulinas, São Paulo, 1983. 
  • Ian Wilson, “O Santo Sudário”, Editora Melhoramentos, São Paulo, 1979.
  • Procedings of the 1987 U.S. conferente of research on the ghroud of Turim”, Holy Shroud Guild 1977, 3rd printing, New York, 1979.
  • Lamberto Schiatti, “Le Saint Suaire”, Edizioni Paoline, Torino, 1978. 
  • J. L. Carreno, “Es el Seflor”, Salesian Missions, New York, 1980.
  • P. Barbet, “A paixão de Cristo segundo o cirurgião”, Editora Loyola, São Paulo, 1976.

Em complemento, avalie o mapa do Santo Sudário (Digitalização de página da Revista Catolicismo): 

Alguns dos sofrimentos de Nosso Senhor estampados no Santo Sudário:

  • Cinquenta perfurações na fronte, na testa e na nuca foram produzidas pela Coroa de espinhos. Galhos espinhosos muito duros foram grosseiramente trançados, amarrados sobre a cabeça por um punhado de juncos torcidos, e fincados por violentos golpes de porrete.
  • A divina Face está inchada pelas contusões devido às bofetadas, aos socos, aos golpes de bastões e às quedas; o nariz está fraturado: a cartilagem se descolou do osso (o qual não se quebrou); a fronte está contundida; a sobrancelha esquerda, o lábio superior e as maçãs do rosto estão tumefatos.
  • No Corpo martirizado de Nosso Divino Redentor podem contar-se pelo menos 120 golpes de açoite.
  • Os flageladores eram dois, um de cada lado. Nosso Senhor estava amarrado a uma coluna e foi flagelado no Corpo inteiro.
  • O flagelo romano era composto de duas ou três correias de couro que terminavam em pequenos ossos de pontas agudas ou em pequenas travas de chumbo com duas bolas nas extremidades.
  • O ombro direito e o omoplata esquerdo estão machucados pelo peso da Cruz (consultar nota), que rolando e esfregando-se na carne viva, durante a subida ao Calvário, reabriu, afundou e alargou as feridas da flagelação, até constituir uma só chaga sangrenta.
  • O peito muito saliente denota a terrível asfixia suportada durante as três horas de agonia, e que acabou causando a morte.
  • As feridas dos cravos estão nos pulsos e não nas palmas das mãos.
  • Ao perfurar o pulso, o prego secciona em parte o nervo mediano, causando dores que normalmente fariam desmaiar a vítima, e contrai o polegar para o interior da palma da mão.
  • Os dois joelhos estão chagados devido às quedas durante a subida do Calvário.
  • Um só prego foi suficiente para fixar os pés sobre o madeiro da Cruz; os joelhos foram levemente dobrados, o pé direito aplicado sobre a Cruz e o esquerdo sobre ele.
  • O golpe de lança produziu no sagrado lado uma larga ferida que ficou aberta, pois Nosso Senhor já estava morto. Dela manou sangue em abundância, vindo da aurícula direita do Coração e água da cavidade pleural.

Nota: Segundo os estudos feitos por médicos desde Barbet em 1933 até hoje, e confirmados pelos estudos científicos de 1978 realizados pela equipe norte-americana, os condenados à cruz eram obrigados a carregar não a cruz inteira, mas a trave transversal, ou “patibulum”. Esta era encaixada na parte vertical, ou “stipes”, que ficava já fixada no local das execuções. Isso veio confirmar as afirmações feitas por arqueólogos e exegetas de que Nosso Senhor carregou o “patibulum”, a parte transversal, cujo peso foi avaliado em 50 kg. aproximadamente. 

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