Professores não, doutrinadores


O problema não é que Johnny não pode ler. O problema não é nem mesmo que Johnny não pode pensar. O problema é que Johnny não sabe o que é o pensamento; ele confunde com sentimento.”,
Thomas Sowell.

A educação no Brasil passou de mal a pior no momento que transmissores de conteúdo começaram a se achar “educadores”.

Alunos brasileiros tem desempenhos pífios em praticamente qualquer avaliação comparativa com outros países, mas ao invés de ensinar as quatro operações básicas sem a ajuda da calculadora do iPhone ou a conjugar verbos e usar corretamente o infinitivo, esses professores doutrinadores preferem usurpar o papel das famílias e contrabandear suas agendas para o currículo escolar.

Se aproveitam de uma audiência cativa e de uma posição de superioridade para se imiscuir na educação de crianças e adolescentes ao arrepio dos pais.

E quando você ouve esses anormais falando sobre o próprio papel, sobrevalorizando sua importância, percebe como eles acreditam mesmo que a função deles é formar caráter, quase salvando a criança da própria família.

Ensinar um jovem a instalar um chuveiro, ventilador de teto, fazer um móvel ou princípios básicos de educação financeira os prepararia mais pra vida do que o lixo que se vomita nas salas de aula de escolas públicas e particulares do país.

O projeto Escola Sem Partido nunca foi tão urgente.

Escrito por Marcus Vinicius Motta.
Publicado originalmente no website do autor: marcusviniciusmotta.com, em 3 de novembro de 2017.

Assista entrevista concedida por Olavo de Carvalho e compreenda o âmago do problema da educação:

Leia também os artigos:

Leia e ouça as transcrições:

Deixe um Comentário!

avatar
640
wpDiscuz