Sobre o evolucionismo


No ensino básico, me ensinaram que um sapo transformando-se num príncipe era um conto de fadas. Na universidade, me ensinaram que um sapo transformando-se num príncipe era um fato!”, Ron Carlson: romancista norte-americano.

Aos ouvidos de quem cujos olhos porventura caírem nessas linhas, sabei que o que aqui se lerá é tão somente brevíssimos apontamentos acerca duma controvérsia de Facebook relativamente ao tema “darwinismo”. Nosso intento com esse textículo é esquadrinhar, sem o rigor de direito que exige as ciências biológica e química, uma elucidação tragável à luz da metafísica Tomista. Quiçá num dado porvir não venhamos a ampliar o escopo dessa investigação, transpondo os umbrais da metafísica, descendo os degraus do saber, até que se chegue às ciências específicas da biologia e da química, cujos avanços propiciados pela tecnologia do século XXI permitem-nos já demonstrações razoáveis da falsidade da teoria de Darwin.

Contudo, encerrar-se-á esse pequeno opúsculo na metafísica. As referências estão postas em anexo, e muitas das quais retiradas diretamente das obras de Santo Tomás. Se Deus nos permitir a confecção duma série de postagens relativas ao tema, em futuros escritos pôr-se-á referências bibliográficas a doutores e cientistas de renomes, cujas pesquisas refutam a teoria em seu respectivo campo de investigação, como Raul Lenguizamón, pneumologista de formação, autor de “Fósiles Polémicos”, “En torno al origen de la vidaet cetera. Incie-se o opúsculo.

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Sobre o evolucionismo, talvez possamos esboçar alguma resposta.

Antes de tudo, é necessário saber que a Metafísica é a rainha das ciências, e todas as demais dela procedem e dela dependem. Desta feita, é natural que a biologia e a química dela advenham e em si encerrem os princípios e causas primeiras da metafísica, o que implica os princípios de uma ciência consecutiva, como a biologia.

Para compreender as bases deste artigo leia: “Aristóteles para todos“. Uma obra de Mortimer J. Adler.

Por exemplo, assim como relações de causa e efeito se investigam na metafísica (ou filosofia primeira), as relações entre os corpos físicos se investigam na física dos corpos; e a lei de causa e efeito redunda na terceira lei de Newton. Com tal exemplo intento significar que tudo o quanto se possa saber de ciências naturais possui suas causas e princípios remotamente na metafísica.

Pois bem. Se algo há de contraditório ou impossível em metafísica, é claro que haverá contradição ou impossibilidade em qualquer ciência. Ora, é impossível que haja evolução, pois metafisicamente ela é impossível, e assim se demonstra. Todo ser é constituído por matéria e forma, a qual esta dá ser à matéria. Assim, o corpo recebe o seu ser da alma humana. A forma de um ser é limitada por sua essência, e a essência, por definição, é um princípio imutável, pois ela é aquilo pelo qual um ser é o que é. Se a essência muda, o ser também há de mudar. A essência não muda, logo não muda o ser.

O que se diz “evolução” é entendido no sentido de que um ser se transmuta noutro ser. Para que tal ocorra, é necessário não somente que a matéria que o constitui mude, mas também é necessário que a forma mude. Mas para que a forma haja de mudar, é necessário que se rompa a limitação da essência, o que é impossível. Disto resulta que a evolução seja impossível metafisicamente.

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Com avanço tecnológico de nosso malfadado século XXI, possuímos já estrutura suficiente para pesquisas científicas em laboratórios de biologia molecular. Os resultados hoje demonstram que ainda no campo da ciência específica dita biológicas é impossível que haja evolução.

Escrito por Raul Costa.
E-mail do autor: raul19cr.m@gmail.com.

Referências:

  1. Pe. Álvaro Calderón, Umbrales de la Filosofia, Introducción a la metafisica, capítulo 2, Su sujeto.
  2. Pe. Álvaro Calderón, Tratado de Lógica, tomó II, De la Logica en sí misma, em que se trata das partes subjetivas da lógica.
  3. Santo Tomás d’Aquino, De ente et essentia, cap. II, parágrafo 2° (Tradução de Mário Santiago Carvalho).
  4. Santo Tomás d’Aquino, De ente et essentia, cap. II.
  5. Pe. Alvaro Calderón, tomo I de lógica e Umbrales Santo Tomás, De ente et essentia e De principii naturae.
  6. Raul Lenguizamón, Fósiles Polémicos; Idem, En torno al origen de la vida; Idem, Lá superstición darwinista; Jonathan Sarfati, Refuting Evolution; Michael Behe, A Caixa Preta de Darwin.

Nota da editoria da Culturateca:

A imagem associada a este artigo é uma obra do artista cubano Darwin Leon, denominada: “Return of the conqueror”.

Em complemento, assista ao vídeo intitulado: “As Falácias do Darwinismo”, onde Carlos Nougué expõe diversas diretrizes que selam os conceitos descritos nesta postagem.

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